Archive: TV

In treatment

Sim, eu adoro essa série. Mas pra quem já assistiu até o final, é possível usa-lá para mostrar aos estudantes de Psicologia o que NÃO fazer. Achei hoje um Podcast, em Inglês, de uma discussão bem legal sobre a séries. Vale a pena escutar.

http://www.shrinkrapradio.com/2008/03/28/145-a-psychoanalysts-view-of-hbos-in-treatment/#comments

Seriado

O que vocês andam assistindo? Eu,como sempre, assitindo tudo, ou quase tudo que estréia, e depois eliminando o que eu não gosto. Quem tiver perfil no Orangotag.com pode ver lá o quanto eu ja assisti e deixei de assistir e o que ando assistindo. Até por falta de tempo, hoje eu priorizo só o que eu eralmente gosto de assistir. Muitas sérias são famosas, as pessoas adoram, mas simplesmente não fazem meu estilo, ou eu não consigo entender o porque de tanto alvoroço. Em grande parte elas falam mais do mesmo, e por isso logo deixo de lado. Ou são muito bobas, ou não me interesso pelo tema, enfim, muitos “ous”.

Mas hoje vou mostrar aqui as séries que eu assisto sem perder um episódio, essas eu acompanho fervorosamente. Vou colocar em ordem das que eu mais gosto até as que eu gosto menos. Estou dizendo isso porque estamos em época de finais de temporadas, e inicio de muitas novas séries de Mid-Season muitas que serão canceladas, algumas renovadas e passadas pra temporada importante. De todas que estreiam, minha única aposta, entre tanta estréia, é a nova série do JJ Abrams, e só porque é dele, porque tudo que o cara coloca a mão fica interessante.

E vocês, o que assistem e quais são as novas apostas?

Meu perfil do Orangotag diz:

Aline assiste a 18 séries, (provavelmente não dorme), 3078 episódios vistos!

Assiste a

Two and a Half Men, Prison Break, Rules of Engagement, Medium, Dexter, Big Love, Californication, Lost, Smallville, Grey’s Anatomy, Desperate Housewives, Brothers & Sisters, American Idol, Skins, Tell Me You Love Me, The Tudors, Private Practice e In Treatment

Já assistiu a

The Return of Jezebel James, Unhitched, Samantha Who?, Chuck, Everybody Hates Chris, Pushing Daisies, Heroes, Gossip Girl, The 4400, Hidden Palms, Veronica Mars, Gilmore Girls, Life on Mars, Rome, The O.C., Big Day, The Nine, The Class, Rock Star, Windfall, Everwood, Alias, Cold Case, ER (1994), Invasion, Ghost Whisperer, The Bedford Diaries, Related, Reunion, Without a Trace, Joey, Jack & Bobby, The West Wing, Dr. Vegas, Friends, The L Word, Just Shoot Me!, Dawson’s Creek, Fastlane, Queer as Folk (US), Off Centre, Felicity, Six Feet Under, La Femme Nikita, Time of Your Life, Popular, Beverly Hills, 90210, Party of Five e Jericho

 

As preferidas ainda na ativa:

1. Skins

2. Tell me you love me

3. In treatment

4. Dexter

5. Californication

6. Greys Anatomy

7. Brothers and Sisters

8. Lost

9. The tudors

10. Two and a half men

11. Big love

12. Desperate Housewives

13. Medium

14. Smallville

15. American Idol

16. Rules of Engagement

17. Private Practice

18. Prison Break

 

As preferidas que já morreram:

1. Gilmore Girls

2. The OC

3. Veronica Mars

4. Rome

5. Life on Mars

6. The 4400

7. Alias

8. Reunion

9. Friends

10. Party of five

Ah, e tô pra assistir The Sopranos, que dizem ser ótima.

Fernando Pessoa

Essa é pra quem gosta de Fernando Pessoa, como eu. A Globo News vai passar uma série especial sobre ele.

http://especiais.globonews.globo.com/fernandopessoa/

Todo mundo tem Duas Caras, ou mais…

Estão dizendo que o final da novela Duas Caras vai entrar pra história. Pela primeira vez o vilão vai terminar com a mocinha, e serão felizes pra sempre. Realmente será um marco de uma mudança que já vem aos poucos ocorrendo não só na novela, mas na vida real. As pessoas estão percebendo que não existe o mal e o bem absolutos. Uma pessoa pode ser boa e má, em diferentes situações da vida.

Ouve um tempo em que era possível separar e distinguir o que era bem e o que era mal. Mas, progressivamente, as linhas que separam os valores, sentimentos (e muito mais) estão ficando muito mais tênues. Assim, cada vez mais fica muito difícil encontrar definições absolutas sobre tudo, principalmente sobre o ser humano. Eu acho isso ótimo. Ficamos perdendo tempo nessa tentativa de nos encaixar em definições, enquanto na verdade somos únicos, diferentes uns dos outros exatamente nos detalhes, e as diferenças podem ser tênues, mas estão ali presentes em cada um. Uma decisão que uma pessoa faz, em certo momento da vida, não a define, não diz o que ela vai ser ou deixar de ser no resto de sua vida. Isso no ser humano é maravilhoso, a capacidade de, a cada segundo, tomar decisões que podem mudar completamente o caminho que a vida vinha tomando. E por isso as pessoas têm medo, e se apegam a definições e grupos, porque é muito mais difícil ter que lidar com a responsabilidade que se tem com as próprias escolhas da vida. 

Ter problema psicológico agora é moda

A moda é uma coisa triste. As pessoas passam a dizer as coisas e nem sabem do que estão dizendo. Até ai tudo bem. Ai os autores de novela decidiram ser politicamente corretos, e abordar doenças físicas e\ou psicológicas como temas de suas novelas, porque supostamente isso deveria ajudar a população, ensinar, advertir. É pra rir né? No que isso virou? Surto de pessoas com as tais doenças das novelas. É verdade que em 100 casos, um deve ter mesmo a tal doença. Mas os outros 99 simplesmente entraram na moda do momento. Alias, a moda do momento é ter dislexia. Imagina o surto de dislexos no Brasil? Antes disso foi Síndrome do Pânico, para as crianças o transtorno de defcit de atenção… Enfim, a moda de doenças mentais circula.

Se pegarmos o DSM ou qualquer outro livro que faça definições sobre uma doença psicológica, é bem provável que, supostamente, teremos quase todas delas. As definições, apesar de tentar estreitar, acabam generalizando. Então ao estudar sobre os transtornos de humor, todo mundo que estuda acha que tem problemas de humor. Ao estudar outra matéria, lá vai todo mundo achando que tem aquilo. E por isso mesmo é preciso tomar cuidado. Cuidado esse que a TV não tem. Eles pegam as informações mais clichês acerca da doença, jogam lá em um personagem, trabalham isso no começo da novela, de forma bem porca, e depois esquecem no resto da novela. Dai 90% da população já acha que tem a tal doença, e na verdade não sabem nem 20% do assunto.

E pra piorar, as novelas adoram representar os psicólogos da pior maneira possível. O psicólogo sempre aparece como se fosse mais um amigo, aconselhador, ou alguém que serve pra se apaixonar por alguém que está sem par na novela.

Não bastasse essa moda, agora são os bandidos que estão se aproveitando disso. Virou moda, após um assalto, agressão no transito ou agressão familiar, usar a desculpa psicológica. Essa semana mesmo tivemos dois casos: a bancária que dirigiu na 23 de maio na contramão, era bipolar, segundo a família. E o cara que atropelou o outro era esquizofrênico. Ah e a madrasta da Isabella supostamente tem problema nos nervos (seja lá o que for isso). Com certeza é melhor ser taxado como louco do que como assassino, culpado. Mas como eu falei, se for pra generalizar, TODO SER HUMANO TEM ALGUM PROBLEMA MENTAL, OU PODE TER. Se fuçar muito a gente acha problema mental em todo mundo. Com o estresse diário então, fica mais fácil ainda achar problema mental. E o Brasil, que ao invés de cuidar prefere remediar, já começou a dizer que o DETRAN poderia ter prova psicologia pra tirar a carta. Se forem rígidos 90% das pessoas não vão mais tirar carta…

O pior da moda, é que ela só divulga o lado ruim. Por que então não se divulgam os benefícios de uma psicoterapia ou analise individual? Ou mesmo terapia familiar? A parte “ir a um consultório psicológico” não virou moda, a moda é só a doença, o sintoma. Ser portador de um sintoma que te identifique com um grupo, ou que explique as coisas mais esdrúxulas da sua personalidade, isso é que é a moda. Se cuidar, ir a um psicólogo pra investigar, essa parte não é moda.

Depois de tanto falar mal da TV, também é preciso apontar as coisas boas. O SBT tem o programa Casos de Família, toda tarde as quatro horas. Quem apresenta é a Regina Volpato. O programa tem temas diários, nesses temas ela tem convidados, geralmente três famílias que discutem ao vivo o problema proposto como tema do programa. Ao final um psicólogo faz um resumo de cada caso e convida a um tratamento na USP ou no local mais próxima do convidado. Parece bobo, mas esse é o programa popular que mais é assertivo com a população. Não sei a formação da apresentadora, mas ela tem uma percepção bem aguçada para fazer as perguntas e dirigir as discussões de forma a responsabilizar os sujeitos por seus problemas. E depois ainda com o depoimento do psicólogo isso é reforçado. Muitas coisas acabam sendo clichês, e a audiência tem direito a fazer comentários, nem sempre assertivo, mas nada pode ser perfeito. Isso ainda não tira o bom do programa, que, na minha opinião é retomar a responsabilidade cada um por sua própria vida e erros, e lembrar que sempre é possível escolher outros caminhos na vida.

 

 

Educação e Tecnologia de novo!

Ver televisão aberta, no Brasil, mostra o quanto a população em geral está distante de discutir questões de extrema importância social. Hoje, no Jornal Nacional, do Globo (que supostamente teria mais verba, portanto um melhor conteúdo) passou o segundo programa sobre Tecnologia e Educação no Brasil, e os outros passarão durante o restante da semana. Algumas frases me marcaram e vou explicar por que:

1. Bibliotecas inteiras, cheias de enciclopédias estão abandonadas, porque ficou mais fácil usar o computador. É o que os alunos mais gostam (Ctrl+c Ctrl+V).

1. A internet (e o Ctrl+C Ctrl+V) torna a população mais medíocre.

2. O governo está dando computadores aos alunos. Cabe a escola ensinar aos alunos como usá-lo. Cabe a escola fazer sua mágica.

Em primeiro lugar, me espanta a Rede Globo dedicar uma reportagem de forma tão negativa em relação à Tecnologia. Afinal, nada é absoluto. A internet, como tudo na vida, por ser bom e também ruim. Então porque uma reportagem pra dizer das coisas negativas na internet? Em um momento em que a Educação está tão ultrapassada, o uso da tecnologia vem para ajudar a Escola a correr do atraso que sofre ha anos. Correr atrás dos alunos que cada vez menos querem ir à escola. Correr atrás dos alunos que cada vez mais interrogam os conteúdos passados a eles na escola e querem entender porque precisam aprender o que aprendem, e se não entendem, abandonam a escola. Então, repito, por que receber a Tecnologia de forma tão negativa?

Tudo que é novo assusta. Tudo que é diferente assusta. Tudo que pede um movimento de mudança assusta. O ser humano é assim. Mas até ai pregar negativamente sobre isso em horário nobre já são outros quinhentos. Meu palpite? A Rede Globo e Lula nunca se bateram, isso não é novidade. Então quando finalmente ele começa a liberar os computadores para cada aluno, é preciso achar alguma coisa de negativo nisso, não é mesmo?

Mas, voltando a reportagem em si, eles fazem questão de mostrar uma biblioteca velha, cheia de pó, com enciclopédias mais velhas ainda, e ainda enfatizam que isso é um desperdício. Como se preferir a internet fosse ruim!!! Pelo contrário! Em um post aqui mesmo no meu blog, defendi como a internet pode ser usada de forma a ajudar as pesquisas (não vou nem repetir a parte todo do beneficio aos alunos deficientes). Antes tínhamos sim que ficar nas bibliotecas, espirrando e demorando décadas pra achar uma informação em uma enciclopédia, informação essa que tinha 100% de chance de estar defasada!!! Hoje existem bibliotecas on line, ou seja, todo conteúdo de uma biblioteca está na internet, o aluno não precisa sair de casa para pesquisar, e ainda consegue estudar uma informação atualizada, consegue ainda entender o caminho da informação. Isso não é fantástico?? O aluno pode até mesmo entrar em contato com o autor da informação e fazer sua pesquisa muito mais rica. O que há de ruim nisso?

Ai vem a desculpa que todo mundo usa: Ah, mas ai eles acabam é só copiando, afinal, tá tudo ali fácil na internet. Depois de gargalhar aqui em casa, rebato lembrando que os alunos SEMPRE copiaram. Os alunos copiões hoje copiam da internet, é verdade, mas antes copiavam do amigo, copiavam dos próprios livros. Copiar não é de hoje e não veio com a internet. Então o buraco é mais embaixo. Ha muito tempo se copia, e ai temos que entender por que e não colocar a culpa na internet como se isso fosse um evento que começou a ocorrer junto com ela.

Repito do meu post anterior: os alunos copiam porque não sabem fazer pesquisa. Os alunos copiam porque os professores não sabem fazer pesquisa e não ensinam aos seus alunos. Então, é culpa da internet que a população está mais medíocre? Ah, tenha dó. A internet é exatamente o meio de chegar na população e fazê-la ser menos medíocre. Porque hoje tem lan house em cada esquina, onde se paga um real pra ficar uma hora. Tá mais barato ficar uma hora na internet do que comprar livro, ir ao cinema e escutar música.

Ai pra terminar e fechar com chave de ouro, vem o fulano de tal do governo, e diz que o uso da internet depende da escola. Será bom ou ruim dependendo da escola. Isso é totalmente verdade. Mas ai ele vem dizer que isso é mágica? Que mágica? Isso é treinamento. E agora vou defender os professores. Como que se exige que um professor receba bem a tecnologia e ainda ensine pro seu aluno se ele mesmo não sabe nada ou quase nada daquilo???É mais provável que o aluno ensine o professor, do que o inverso. Então como o professor pode ensinar as coisas boas do uso da internet se nem ele mesmo sabe? Como ele pode ensinar os sites de pesquisa, como pesquisar, se ele nunca viu, se nem ele sabe que isso existe? Isso não é mágica. O professor tem que ser treinado, tem que ter um computador na sua casa também, para aprender como usar a ferramenta e a internet. Só ele se sentindo bem e confortável para ensinar alguma coisa para o aluno.

Agora, junta tudo isso que eu falei, por que isso não foi o tema de reportagem? Porque o tema tem que ser sempre contra a tecnologia? Tudo na vida pode alienar ou agregar. Basta saber como. E isso não é mágica. Só faltam começar a dizer que a internet é coisa do demônio…

Queridos amigos

Se toda novela ou série do Brasil tivesse a qualidade que estou apreciando em Queridos Amigos, eu ia me ferrar, porque ia quere ver televisão o tempo todo. E olha que já quero, pra quem tem perfil no Organgotag.com pode ver lá o meu vicio por séries e afins.

Mas, falando de Queridos Amigos, tudo cai bem. O tema, já que sou facinada pelos anos oitenta e por toda aquela juventude do tempo da ditadura. A escolha dos atores não poderia ter sido melhor, gente de primeiro naipe com papéis também muito bem escritos, desenvolvidos e trabalhados.

Devo confessar que a personagem que mais me chama atenção é do da Denise Fraga. Bia, astróloga, sofre tentando ano após ano, esquecer os sofrimentos da tortura que sofreu na época em que foi presa política. O que me chama atenção, primeiro é a atuação da Denise, que passou muito tempo fazendo comédia, e hoje encarna este papel dramático como ninguém. Quando ela aparece, podemos captar no seu olhar o sofrer da Bia, e por uns minutos esquecemos que ela é Denise, e não Bia. Em segundo lugar, a personagem é profunda pois mostra a densidade do sofrimento de alguém que se sente capturada por um momento e simplesmente não consegue seguir em frente. Um sofrimento melancólico que assombra tudo que ela possa tentar fazer para seguir em frente. Nada é capaz de faze-la superar o horror das lembranças e dos fantasmas dos tempos terríveis que passou.

A melancolia resultada de um trauma é uma das piores coisas pra se cuidar e tratar em análise. Tive a oportunidade de ter um caso deste naipe, e digo que, em frente a tamanha dor, que nunca passa, nao importa o tempo, fica dificil criar perspectivas e tirar o sujeito desse lugar de dor, desse momento em que se encontra paralisado, como se o mundo não continuasse a girar. É dificil porque, para essas pessoas, o contato com o horror nunca é superado, ele se transforma em melancolia, e muda a forma como o sujeito olha a si mesmo o mundo. Este passa a viver pela perspectiva do horror vivido, e a vida passa a ser só a espera da morte. O sujeito passa a criar coisas pra fazer e se distrair, para esquecer, pelo menos por alguns minutos o que viveu, esperando que a vida passe logo. São pessoas que tentam de tudo, em busca de respostas, porque no fundo nunca entendem o porque tiveram que sofrer tanto. E, como geralmente esse tipo de sofrimento não tem mesmo explicação, pois costumam ser fatalidades, as respostas nunca aparecem, e a pessoa vive na busca de uma luz no fim do tunel, luz essa que nunca chega pra eles.

Mudando de personagem, outro que gosto muito é o Beny, feito por Guilherme Weber. Sempre que pensava nesse ator, só lembrava de papéis bostas que ele tinha feito. Esse, estou tirando o chapeu. Ele está fazendo um gay com uma atuação bem sutil, que aos poucos vai se mostrando mais, sem cair nos estereotipos usuais. Não dá pra sentir raiva das coisas que ele diz, só pena, pena da dor que ele deve sentir pra ser tão amargo.

Eu ficaria aqui mais algumas horas falando dos outros personagens que também me encantam, mas fica aqui a deixa para que vocês fiquem acordados amanha para assistir um pouco.

Só mais esses!

Esses me fizeram rir e achar fofo, coitados!

Meus favoritos do top 24

Nunca vou me esquecer dessa audição

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