07
Nov
Posted by Aline Accioly as Pessoal
Tem coisas que são feitas pra nos divertir. Ainda bem. Porque as que nos deixam tristes não foram feitas pra isso, mas comoo tem o poder de conseguir seu objetivo.
…
De três em três minutos, mais ou menos, o metro passa aqui perto de casa. Ele não para de passar. Começa quando ainda está escuro. Vou dormir e ele ainda está passando.
…
Quem me chamou?
Quem vai querer
Voltar pro ninho
Redescobrir seu lugar…
Prá retornar
E enfrentar o dia-a-dia
Reaprender a sonhar…
Você verá que é mesmo assim
Que a história não tem fim
Continua sempre que você
Responde “sim”
A sua imaginação
A arte de sorrir
Cada vez que o mundo
Diz “não”…
Você verá
Que a emoção começa agora
Agora é brincar de viver…
Não esquecer
Ninguém é o centro do universo
Assim é maior o prazer..
Você verá que é mesmo assim
Que a história não tem fim
Continua sempre que você
Responde “sim”
A sua imaginação
A arte de sorrir
Cada vez que o mundo
Diz “não”…
E eu desejo amar
A todos que eu cruzar
Pelo meu caminho
Como eu sou feliz
Eu quero ver feliz
Quem andar comigo…Vem!
Agora é brincar de viver!
Agora é brincar de viver!…
07
Nov
Posted by Aline Accioly as Pessoal
Ela decidiu que um dia vai contar sua história. No dia que o mundo aguentar olhar pra todas as verdades que ela tem pra dizer de si mesma, e consequentemente dos outros.
Mas hoje não. Ainda não.
07
Nov
Posted by Aline Accioly as Pessoal
Um grande problema de tudo isso é que ela tinha perdido a coragem. Uma vez jogou a merda pro alto, e dali saiu coisa boa. Mas não poderia viver fazendo isso sempre. Isso também teria se tornado um vicio.
Você olha nos olhos dela e consegue ver a mentira. Também consegue ver a verdade se for sensível. Ela havia se tornada mais transparente. Mas isso custava um preço. Por isso as pessoas, muitas vezes, preferiam não olhar pra ela. Pois, além de ve-la demais, viam também demais e si mesmos. E, hoje em dia, quem quer lidar com a própria merda? É mais fácil apontar a dela. É mais fácil se trancar num quarto e esquever das responsabilidades de assumiu quando olhou pra ela.
E ela, além de lidar com a própria merda, acaba tendo que limpar a sujeira da merda dos outros, já que eles não tem bolas pra lidar com sua própria merda.
07
Nov
Posted by Aline Accioly as Pessoal
A vida tinha se tornado uma sequencia de rituais. Do momento que acordava ao momento que dormia. Um ritual seguido de outro. A única coisa verdadeira era os dois. Ela não cometeria os mesmos erros com eles, e não permitiria que a merda dos outros os atingisse. Que eles tivessem a chance de cometer seus próprios erros e acertos.
07
Nov
Posted by Aline Accioly as Pessoal
Sete é o número do carma. Talvez tivesse sido mais fácil se ela fosse lésbica. Mas ela não era.
Ela queria dar um pouco dela pra cada um. Espalhar pedaços seus pelo mundo. Mas não dava.
A merda dela já era grande o bastante pra ainda ter que lidar com a dos outros. Pela primeira vez em muitos anos ela estava sendo egoista. Cada um devia cuidar do seu carma.
07
Nov
Posted by Aline Accioly as Pessoal

Foi o sexo que ensinou tudo que ela sabia. Sexo ensinou a ser adulta. A ser mãe. A amar. A ganhar dinheiro. A se apaixonar. A buscar felicidade.
Sexo pode significar mil e uma coisas para cada ser humano. Pra ela significava muita coisa boa. Sim, é verdade que também a deixou em apuros muitos vezes. Mas na maioria, fez ela crescer e entender a lidar com o mundo. Por isso que ela tinha orgulho de sua história torta. Como uma criança que olha sua merda na privada e tem orgulho do que produz.
07
Nov
Posted by Aline Accioly as Pessoal

Tá gostando da história?
Uma pausa aqui só pra contar que ela gostava muito de escrever. Aprendeu como a mãe, que quando faltavam palavras orais, sempre se podia se recorrer a escrita. E escrever sobre si mesma aliviava a dor de existir.
Outra coisa que aliviava bastante a dor de não ser desejada era o sexo. Sexo pra ela era como a ar que a gente respira. Vital. E, mesmo sabendo disso, ela gostava de gostar de sexo. Ela sabia que, no recontar sua história, algumas coisas não ia mudar, outras iam ganhar outro destino. Não, não com o sexo. Sexo era vital pra ela. E sempre seria, pois era como ela gostava que fosse.
07
Nov
Posted by Aline Accioly as Pessoal

Ela não tinha sido desejada. Não, não tinha. Esse era o centro da questão. Ela não tinha sido desejada. Isso faz reflexo hoje. Tudo que ela sempre quis foi ser desejada. E por isso se machucou muito, muito mesmo. Por isso ela não consegue viver sem paixão. Alguém tem que estar sempre apaixonado por ela. Por isso já viveu um amor doente. Porque seu combustível é a paixão. Paixão, veja bem, nada a ver com amor.
Isso tudo queima dentro dela. Bem fundo. A merda fede mais do que ela imaginou.
E ela ainda tem que lidar com a merda dos outros quando chega em casa.
07
Nov
Posted by Aline Accioly as Pessoal
Ela podia ser qualquer coisa, mas só queria ser ela mesma. Então ela decidiu colocar a mão na merda, espalhar, se sujar, pra ver se dai poderia ainda sair algo de bom.
Mas isso doia mais do que ela imaginava.
07
Nov
Posted by Aline Accioly as Pessoal

Deste modo tudo dava errado. Mesmo quando acertava, era rodeada por erros. Como podia uma certo ser livre, se era rondado por erros?
Todas suas escolhas eram sempre as erradas, mesmo as certas. É aquele história, tudo que ela tocava virava merda. Pushing Daises total. Só que as invés da pessoa morrer ou reviver, virava merda. Sempre tinha um segredo, sempre tinha uma história sem pé nem cabeça, uma história absurda, mas real.
Um dia ela se cansou de tudo isso. Queria remontar o castelo de dominó, mas era dificil montar algo novo com uma base podre. Foi então começar do começo, mas não era nada fácil. Não era fácil porque ela não era sozinha. Ela chegava em casa e tinha que estar bem. Tinha que cuidar da familia. Tinha que aturar a merda dos outros. Estava ficando dificil ser algo diferente.