Archive: September 2005

Impulsividade

Tá, eu sou impulsiva. Só as vezes, mas também quando eu sou, sou pra cacete.
Na verdade, impulsiva não é a palavra correta: eu sou empolgada. Me empolgo com algo, ou com uma idéia e ajo como uma louca em função daquilo.

Pensado bem, eu sou assim quando estou pro polo da mania.
Porque quando eu estou no centro ou mais pro outro polo, eu não sou impulsiva não. Quer dizer, empolgada.

É, pura contradição. Mas eu sou contraditória.

Acho que a palavra é apaixonada. Eu sou apaixonada pelas coisas que faço.
Mas também é bem verdade que pro polo da mania eu sou facilmente apaixonada. Tudo me empolga. Tá, nem tudo me empolga, as vezes tudo me emputece, me irrita. Parece que tava acumulado e explode. Bom, bem se vê o exagero para os dois lado né…

Quando voc}e vive a vida intensamento, ou tudo é muito bom ou tudo é muito ruim. São sempre os extremos. Ou tudo agrada muito ou irrita muito. Ai vocêe junta tudo aquilo que tava acumulado enquanto vc estava mais pra “normalidade” e BUM, deixa tudo explodir, tanto as manifestações de bons sentimentos, quanto as ruins. Mas isso é bom, não é? Pelo menos não morro de cancer…

A verdade seja dita: quando vc está mais pro polo da mania, tudo é adorável. Você se torna adorável aos olhos dos outros, e os outros se tornam adoraveis pra você. Todo mundo passa a achar você tão bacana! É verdade que tem uns momentos de irritação pura, onde vc seria capaz de matar um de tanta raiva, mas passa rápido. Mas você se torna adorável na maior parte dos tempos. Não é a toa que que os maniacos adoram estar maniacos. O mundo fica mais azul, a vida fica mais colorida, os sentimentos ficam mais intensos.

Então viva a mania!!!! (Supervisionada HAHAHAHA)

Com quantas vidas a gente começa esse jogo?

Eu costuma dizer que, quando estou feliz, dá uma tristezinha, porque eu sei que logo aquela felicidade vai acabar. E, verdade macabra ou não, isso sempre acabou acontecendo.

O destino acontece porque ele já estava previsto ou porque a gente acha que já estava previsto e não faz nada de diferente? Ou o destino acontece porque a gente acha que é o destino e ai faz o que já era destino? Ou quando a gente muda pra não ser o destino, isso também já fazia parte do destino?

Será que dá pra pensar numa realidade paralela onde fariamos as ecolhas diferentes para ver no que dá? Mas ai seriam muitas realidades paralelas, uma dentro da outra, porque toda hora a gente toma decisões que poderiam ser outras.

Aff, que papo de maluco…

A mulher acha que nasceu do pecado, ou que é o pecado, ou que cometeu um pecado muito feio quando era pequena. De um jeito ou de outro, quando cresce, acredita que deve pagar por ter sido uma menina ruim. E é ai que entra o sexo.

O sexo deveria ser algo bom na vida da mulher. Um movimento para produzir prazer, felicidade. Mas, nas mão dessas mulheres (senão de todas) se torna instrumento perverso de autopunição. É nele que as mulheres conseguem se punir sem ter que dar satisfação pros outros.

Assim, as mulheres se deixam violar, penetrar por homens que só sabem despertar nelas seu lado mais podre, frio, gélido. E cada homem mostra o como a mulher pode se distanciar de si mesma. A cada orgasmo fingido, a cada nojo escondido ela se torna estranha para si mesma. E isso causa um estranho prazer. É o prazer de se punir.

Mas essa punição nunca acaba. Não enquanto ela for viva. Então essa busca insana pelo sexo também não acaba. Cada homem ajuda a mulher a se punir de si mesma mais e mais. E quando a mulher chega em casa e mal consegue se olhar no espalho de tão vadia e usada, de tanto nojo de si mesma, e ai que vem o prazer macabro. O prazer da punição. Mais uma noite, mais uma missão cumprida, mais um dia de penalidade cumprida.

E quando a mulher acha um homem que não a faz sentir assim, provavelmente ela o matratará. Porque ela não é digna de alegria, ela precisa sofrer todos os dias. E muitos homens bons passam pela sua vida… podem passar a vida toda, até que um dia parem de passar. Mas podem passar, e por algum motivo, insistir em te fazer feliz. Em mostrar que você não precisa se punir, já se puniu o suficiente.

E ai você pode ser feliz, mas, volta e meia vai procurar um jeito de se punir de novo. Borderline total. Porque isso foi passado pra você pela sua mãe, que por sua vez recebeu isso da mãe dela, e assim por diante…

Da onde surgiu isso? Não sei. Mas se pararmos pra pensar, tudo prega que a mulher deve sofrer. Maria, mãe de Jesus viveu para sofrer (tanto por ter ficado grávida em uma história muito mal contada, tanto por ter que sofrer pelo filho na cruz). Joana darc teve que sofrer por saber demais e por querer ser mais do que a mulher podia ser em sua época. E assim por diante.

Então, a gente nunca deixa de se punir? A mulher nunca terá pago o preço suficiente para sua liberdade de si mesma? Gerações e gerações passam, mudam, mas isso nunca muda. Até quando?

Um dia frio, um bom lugar pra ler um livro…

Você sente o cheiro da felicidade quando ela está por perto?
Eu sinto. Pra mim a felicidade tem aquele cheirinho de frio.
A felicidade pra mim é como um dia de frio, mas sem chuva.
Um daqueles dias que você anda na rua e o vento encosta no seu rosto penetrando em cada poro, gelando cada pequena parte do seu corpo, e dando aquele arrepiozinho na espinha.
Você respira e o ar entra gelado no seu corpo, e quando você abre a boca sai aquele ventinho branquinho e com cheirinho de hortelã (provavelmente porque você estava mascando um chiclete de hortelã hahaah).

Quando eu estou feliz, me dá vontade de ir pra um lugar bem frio. Colocar uma roupa bem quentinha e bem chique (Um casaco longo, de couro, uma bota de cano alto. Um cachecol e um chapeuzinho na cabeça). Ai, na sequencia, dar aquela caminhada gostosa, onde o vento gelado bate no rosto e bagunça o cabelo. A mão dentro do bolso do casaco, a boca seca, o nariz gelado. De vez em quando dar aquela tremedinha de frio. Olhar pro céu e perceber que o dia está cinza, ou melhor, branco, de tão frio. De preferencia aquele frio seco (pra não estragar o cabelo hahahah) mas com bastante vento.

Isso ainda vai virar loucura.

The silence is broken

todo mundo muda,o tempo todo.
a pessoa de hoje nao é a mesma de ontem, muito menos de um ano atras.
mas a mudança nao é necessariamente positiva. e o que faz o balanço disso é a forma como as pessoas lidam com suas frustrações diárias. sim, diarias porque passam por pequenas e grandes frustrações todo dia.
e dependendo de como lidamos com nossas frutrações, elas podem nos levar somente ao caminho das escolhas erradas. e ai vc faz uma escolha errada em cima da outra. ate q um dia, por algum motivo vc se dá conta do tempo que perdeu tentando se convencer que as escolhas feitas eram as corretas.
mas, diriam alguns, esse papo é muito psicologico, perda de tempo. e eu até concordo. porque psicologia não é mesmo pra todo mundo. há os que nao aguentam se olhar no espelho por cinco minutos, não é mesmo?

quando a gente perde muito tempo tentando se convencer e convencer os outros que as escolhas feitas são boas sim e que estamos felizes de verdade, entao tem alguma coisa errada. isso eu aprendi.

Fernando Pessoa, me responda

Porque “todo poeta tem que ser um pouco triste”?
Qual é a explicação para unir criatividade e tristeza?

Quando estamos tristes, ficamos mais sensíveis. Passamos a prestar atenção nas pequenas coisas, nos detalhes. Nosso olhar se volta com mais atenção pro que a gente nunca para pra pensar/ver na correria do dia a dia. Ficamos em contato com aquilo que ha de mais profundo em nós mesmos. Tocamos naquelas coisinhas que ficam no pré consciente, ou seja, pensamentos, imagens, textos, enfim, coisas que podem ter passado desapercebidos ao consciente, mas que ficaram lá gravadas, fotografadas na memória. Ai quando a gente tá down, essas coisinhas retornam, e a gente fica mais “criativo”.

Será?Acabei de inventar essa teoria agora, mas vou pensar mais sobre o assunto.

www.malvados.com.br


Rachando o bico: formação reativa?

1. Gary moore - Still got the blues
2. Aguenta Coração - José Augusto
3. Yolanda - Chico Buarque
4. Roupa Nova - Espanhola

afffffffffffffffffff

da novela

“Se eu fosse escolher entre amar sem ser amado ou ser amado e não amar
Eu escolheria amar sem ser amado, porque dar amor, só isso já é um estado supremo de felicidade.” - Disse o tony ramos para vera fisher no ultimo capítulo da novela laços de familia. Bonito não?

where is my fucking hair???

onde foi parar a vaidade que eu tinha?
onde foi parar a vontade de querer mais?
onde foi parar toda aquela ambição e sede de viver?
se você sabe, então me diga por favor.

minha geração é fraca
só querem saber de moda, sexo, drogas e fama
eu quero mais é dinheiro, viagens, cultura
ler muito livro
saber das coisas muito mais
conhecer o mundo todo e até um pouco mais
e quanto mais dinheiro melhor.

onde foi parar minha vontade de ter tudo aquilo que não tive?
onde foi parar a vontade de ajudar o proximo?
onde foi parar toda utopia a respeito do mundo e de mim mesma?

me recuso a aceitar essa realidade
pode ser a sua, não a minha.

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